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Safra recorde expõe fragilidade da infraestrutura

15/08/2012

Segundo executivo, mais de 70% das rodovias utilizadas para o escoamento da carga são de péssima qualidade

A safra 2012/2013 brasileira de soja deve registrar um recorde de 82 milhões de toneladas, prevê a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A pior estiagem em décadas nos EUA é um dos pontos que favorece a produção nacional de grãos. No Mato Grosso, principal Estado produtor no Brasil, a estimativa é de 24,13 milhões de toneladas, um crescimento de 12,9% na comparação com o período anterior, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
No entanto, boa parte dessa riqueza vai se perder, de acordo com Antonio Wrobleski Filho, presidente da Support Cargo S/A. Segundo ele, isso aconteerá porque o Brasil chega próximo à excelência quando se trata de plantar e colher, mas convive com a mediocridade no quesito transporte de produtos: “Todo o esforço e a competência dos agricultores na produção são prejudicados nesta etapa por conta das condições precárias da infraestrutura”, afirma.
 
“Grandes produtores como o Centro-Oeste do país sofrem com a falta de alternativas próximas de escoamento. A maior parte da produção precisa ser embarcada no porto de Santos ou de Paranaguá – PR, uma viagem de cerca de 2 mil Km. Isso faz com que um produtor do MT pague pelo frete em média R$ 153,77/t, enquanto um produtor do Paraná menos de R$ 30/t. Ou seja, um custo logístico de cerca de 23% ante menos de 5%. É um fator que impacta diretamente no custo de produção e por conseqüência na competitividade. Por isso, é fundamental estabelecer alternativas mais eficientes de transporte e fazer valer todo o esforço empregado por esses produtores”, ressalta.
 
Além disso, durante essa viagem sem fim, cerca de 60 kg da carga de cada caminhão se perde pelo caminho. Isso porque mais de 70% das rodovias utilizadas para o escoamento da carga são , de acordo com o executivo, de péssima qualidade. “Contribui para o problema também o estado de conservação da frota utilizada. Em sua grande maioria eles têm mais de 15 anos de uso e estão obsoletos e mal conservados. Isso prejudica o tempo de viagem, a segurança e aumenta o desperdício. Por outro lado, é temerário investir em novos equipamentos que ficarão ociosos fora do período de safra. A solução mais inteligente para essa questão seria utilizar as ferrovias para o escoamento. No entanto, 80% da malha ferroviária são ocupadas pelos setores siderúrgico e de mineração”, conclui.

Fonte: Guia Maritimo

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